Acadêmicos de Engenharia de Computação da UCPel desenvolvem chatbot para o SAPU

O Sistema de Apoio da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), o SAPU, ganhou uma interface alternativa. Através do projeto de dois acadêmicos do 6° semestre do curso de Engenharia de Computação, um chatbot – recurso que possibilita a interação entre humano e máquina – foi desenvolvido para facilitar o acesso ao sistema e envio de notificações.
Com o serviço, o conteúdo do SAPU é transmitido para o aplicativo de mensagens Telegram, por onde as notificações e mensagens são enviadas. Assim, o aluno não precisa acessar o sistema diversas vezes ao dia para conferir nota ou data de avaliações, por exemplo. “O chatbot envia notificações para o usuário sempre que há alguma alteração”, explica um dos idealizadores, Lucas Ferreira. Além disso, responde mensagens de texto e áudio.
A iniciativa, desenvolvida de forma autônoma e extraclasse pelos alunos, surgiu da demanda por praticidade na visualização de notas. Conforme contam, o serviço foi criado, inicialmente, para uso próprio. Ao verem potencial, resolveram expandir para a comunidade acadêmica da UCPel. “Planejamos ampliar ainda mais e inserir novas funcionalidades”, projetam. Após duas semanas do lançamento, 176 estudantes já aderiram ao chatbot. 
Para o coordenador da graduação, professor Claudio Diniz, o serviço reflete o perfil profissional esperado pela Católica. “Queremos formar no nosso curso um engenheiro que transforma as necessidades da sua vida cotidiana em oportunidades”, afirma. O docente ainda destaca a autonomia dos acadêmicos ao complementar o aprendizado de sala de aula e a visibilidade para o curso, alunos e UCPel.
Os estudantes interessados em aderir ao serviço podem baixar o Telegram na loja de aplicativos, disponível para os sistemas Android e IOS. Após, procurar por sapu_bot ou acessar o link t.me/sapu_bot. “No aplicativo as pessoas encontram as instruções para fazer o login e começar a interagir”, finaliza Ferreira.
Desenvolvimento
Conforme os idealizadores, a plataforma do Telegram foi escolhida por suportar os chatbots e pelo benefício do código aberto, ou seja, o desenvolvimento é gratuito. Além disso, o aplicativo disponibiliza uma biblioteca própria de API de desenvolvimento. “Desenvolvemos todo o código do zero, integrando nosso software com a biblioteca do Telegram”, explica Mateus Protzen.
Escrito em linguagem Pyton, o projeto roda em uma placa Raspberry – destinada ao desenvolvimento de software e hardware em código aberto, com baixo custo. “Unimos um custo baixo de energia com um bom serviço”, finalizam os acadêmicos.
Redação: Piero Vicenzi

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